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Chocolate

Será que ele é apenas um vilão...


Além de calorias, o chocolate também contém alguns minerais como ferro, potássio, cobre, manganês e magnésio. Em situações de deficiência de magnésio, muito comum no período pré-mestrual, há um aumento do desejo de comer chocolate.

Algumas pessoas consomem o chocolate pelo seu efeito estimulante, e isso pode ser explicado pela presença de substâncias chamadas de metilxantinas, como a teobromina e a cafeína. A cafeína também é encontrada no café, mas no chocolate o teor de teobromina é maior do que na cafeína.

Outras substâncias também encontradas no chocolate exercem efeitos no cérebro, aumentando a sensação de prazer, euforia e excitação, como as aminas biogênicas e as anandaminas. A melhoria de  humor provocada pelo chocolate está relacionada com a presença de nutrientes como o magnésio, triptofano, um aminoácido, e carboidratos, que favorecem a síntese de serotonina, um neurotransmissor que exerce efeitos no sistema nervoso. A baixa dos neurotransmissores, como da serotonina e da dopamina, está relacionada com alterações de humor e pela compulsão pelos doces. Mulheres com TPM geralmente apresentam baixos níveis de serotonina.

Por ser um alimento altamente saboroso, o consumo do chocolate favorece a liberação de peptídios opióides, como das endorfinas e encefalinas, também relacionadas com a sensação de prazer.

Nos chocolates foram encontradas substâncias chamadas de flavonóides, compostos polifenólicos encontrados nos vegetais e que são considerados antioxidantes mais potentes do que os carotenóides (presentes nos vegetais e frutas alaranjados como cenoura, mamão, etc.), vitamina C e E. Com propriedades antioxidantes, agem como cardioprotetores, diminuindo o risco de doenças cadiovasculares e a oxidação do LDL-colesterol, que é o colesterol ruim, e quando oxidado leva a formação das placas de ateroma nos vasos sanguíneos (aterosclerose). Essas substâncias também diminuem a formação de trombos e o risco de câncer.

O chocolate amargo pode ser considerado com maiores propriedades, quando comparado com o chocolate ao leite. Ele contém mais cacau e menos açúcar e leite , consequentemente melhor composição, principalmente de gorduras, conforme falamos anteriormente, e maior quantidade e qualidade dos compostos polifenólicos.

Aos amantes dos chocolates, damos um dica……Ele apresenta vários benefícios como discutido, entretanto não podemos esquecer do seu alto valor calórico. Por isso, caso você não possa ou não queira ganhar peso não abuse !!! O consumo de 20 até 50 gramas ao dia, no máximo, é considerado suficiente para garantirmos as propriedades do chocolate sem com isso “amargarmos” um excesso calórico. Lembre-se, cada 50 gramas de chocolate contém em média 250 calorias. Além disso, o açúcar branco, principalmente quando consumido em excesso, é prejudicial para saúde.

Outra dica é comer o chocolate bem devagar, para saborear mais e satisfazer seu desejo. Quando comemos rápido demais não sentimos o real sabor do alimento e com isso ficamos com vontade de comer mais!!!

O cacau tem sua origem envolta por mitologia e lendas. As sementes do cacaueiro surgiram na região dos astecas e aí foi frutificado, dando origem à arvore. Inicialmente foi cultivado pelos sacerdotes, pela sua ligação com a religiosidade. Com a polpa produziam uma bebida amarga (ainda não usavam açúcar) que era oferecida em ocasiões especiais e era tomada em taças de ouro, sendo chamado de cacahuatl.

Segundo a história, a primeiro europeu a descobrir as favas de café foi Cristóvão Colombo, em 1502. Quando conquistou o México, em 1519, o espanhol Hermán Cortés escreveu a Carlos V, contando do hábito de tomar uma bebida escura e amarga, que demonstrava riqueza Esse entusiasmo de Cortés não comoveu logo os europeus, e quando introduzidas na corte espanhola, as favas de cacau geraram muitas controvérsias. Enquanto alguns a chamavam de “bebida do amor” ou “elixir da felicidade”, outros a consideravam como “bebida do diabo”, vinda de regiões infernais.

Somente após o século XVIII começou sua popularização na Europa. No casamento de Luis XIII da França com Ana da Áustria, os monges espanhoís ofereceram chocolates de presente aos noivos, fato que foi importante para a difusão do chocolate na Europa. No início, o chocolate era consumido como os astecas consumiam, secando as favas, triturando e depois amassando. Depois descobriram que o mel e as especiarias combinavam com o cacau, aumentando sua aceitação. Em 1778, foi o marco da industrialização, quando o francês Doret desenvolveu máquinas para moer, misturar e aglomerar a massa do cacau. Em 1819, foi construída a primeira fábrica de chocolate na Suíça, em Vevey, por François Louis Cailler. Em 1876 foi fabricada a primeira barra de chocolate na fábrica de Daniel Peter, e em 1895 ele associou o leite a pasta de cacau e açúcar, obtendo um sabor muito especial, difundindo mais o uso do chocolate.

Composição e propriedades
O chocolate, como todos sabem, é um alimento altamente calórico, em 100g do chocolate ao leite e do meio amargo encontramos aproximadamente 500 calorias. Por isso é considerado como uma “fonte de energia”, sendo que praticamente a metade das calorias são provenientes de carboidratos (açúcares) e a outra metade de gorduras.

A gordura é proveniente da manteiga de cacau que é um dos ingredientes do chocolate. Nessa gordura encontramos os ácidos graxos saturados, que geralmente são os pricipais responsáveis pelo aumento do colesterol na sangue. Estudos recentes evidenciaram que 34% da gordura da manteiga de cacau é composta por um ácido, o ác. graxo esteárico, que apesar de saturado, parece não aumentar o colesterol, como no caso da manteiga comum. O que não podemos esquecer é que alguns chocolates são acrescidos de leite integral que também contém gorduras que podem favorecer o aumento do colesterol. Por isso, o chocolate que contém menos leite é o amargo, e nesse caso seria o mais indicado para que o colesterol não aumente.